quarta-feira, 4 de junho de 2008

Alandroal - Toneladas de peixe morto


Cerca de seis toneladas de peixes mortos foram retiradas, nos últimos dias, das margens da Barragem de Lucefecit, no concelho do Alandroal, no distrito de Évora, revelou ontem à agência Lusa fonte da Câmara Municipal .


A única espécie de peixe morto até agora encontrada pelas autoridades é a Carpa, que começou a aparecer na tarde de terça-feira da última semana, tendo a Câmara Municipal do Alandroal enviado para o local "máquinas para a sua remoção", explicou à Lusa o vereador do Ambiente da autarquia, Joaquim Galhardas. As brigadas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR estiveram, ontem, no local a recolher os peixes e efectuar análises, quer aos animais mortos quer às águas, que não registaram "presença de químicos ou intoxicação", afirmou o comandante da GNR.


Os técnicos da Câmara Municipal do Alandroal recolheram igualmente carpas mortas e amostras de água, já enviadas para laboratório na quinta-feira passada, aguardando a qualquer momento os resultados, acrescentou o autarca. As autoridades estão inclinadas a atribuir a elevada mortandade das carpas, que estão em altura de desova, à "baixa temperatura que a água regista", facto este que é anómalo para esta altura do ano, explicou fonte do SEPNA. Por sua vez, Joaquim Galhardas afirmou que os "animais mortos estão a ser enterrados nos terrenos limítrofes", com a autorização dos proprietários, para evitar "o apodrecimento do peixe nas águas".


Ontem, o responsável pelo Ambiente do concelho do Alandroal manteve no local duas retro-escavadoras, e prevê que hoje entre em operação mais uma máquina pesada. A infra-estrutura é utilizada para retenção de águas para rega e a entidade responsável é a Associação de Beneficiários do Lucefecit.


Na barragem são permitidas a pesca, fonte importante de receitas em termos turísticos para o concelho, conforme disse adiantou o autarca, e par de actividades de lazer como a vela, o windsurf e o ski. José Paulo Martins, responsável pelos núcleos de Évora e Beja da Quercus, explicou, por seu turno, ao JN que situações destas "acontecem com alguma frequência" nas barragens alentejanas. Para o ambientalista, "o arrastamento de nutrientes dos campos agrícolas e o baixo oxigénio são as causas mais prováveis" para o sucedido: "As chuvas de Maio poderão ter ajudado este fenómeno de escorrência".
In JN

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