sexta-feira, 8 de maio de 2009

Tempo de antena sobre o Magalhães - Sócrates não pede responsabilidades à empresa que gravou imagens

José Sócrates assume que houve «deficiência na informação» prestada aos pais das crianças da escola de Castelo de Vide cujas imagens foram usadas em tempo de antena do PS. Mas não revela a identidade da empresa que fez as filmagens e fica-se por um pedido de «desculpa»

Os pais dos alunos da escola básica de Castelo de Vide, cujas imagens foram usadas num tempo de antena do PS para promover o computador Magalhães, vão receber esta tarde uma carta com um pedido de desculpas de José Sócrates.

Na missiva, a que o SOL teve acesso, Sócrates explica que «pediu informação pormenorizada» à empresa que produziu o tempo de antena e revela que a escola básica de Castelo de Vide foi a única onde os depoimentos de alunos e professores foram recolhidos sem que antes tenha sido explicado a que fim se destinavam as imagens. «Os procedimentos normais foram cumpridos pela empresa na esmagadora maioria das escolas», escreve o secretário-geral do PS, que não revela, no entanto, que outras escolas foram usadas para a recolha de imagens nem qual a identidade da produtora do tempo de antena.

José Sócrates assume que na E.B. 1 de Castelo de Vide houve uma «deficiência na informação» prestada aos pais das crianças e às duas professoras que autorizaram as filmagens com os Magalhães, mas sublinha que os depoimentos recolhidos foram «previamente autorizados».

Para Sócrates, o que falhou foi o facto de terem sido «captadas breves imagens gerais de uma sala de aula (…) sem que tenham sido garantidos todos os requisitos necessários para a gravação dessas imagens».

O primeiro-ministro não faz, contudo, qualquer referência à responsabilização da empresa nem a qualquer forma de compensar alunos e docentes pela utilização indevida da sua imagem. Limita-se a «lamentar esta situação e pedir formalmente desculpa aos pais das crianças e às professoras que se encontravam nessa sala».

A missiva também não esclarece qual o envolvimento do Ministério da Educação no caso, nem a forma como foi concedida a autorização para as gravações dentro da escola.

Sócrates termina recordando que «um dos objectivos do Partido Socialista é valorizar a escola e o trabalho que todas as crianças e professores vêm desenvolvendo com vista à construção de um Portugal e de um mundo melhores».

http://downloads.sol.pt/pdf/cast_vide.pdf

SOL

margarida.davim@sol.pt

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