segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bombeiros de Marvão sem viaturas


Foto do sítio da Junta de Freguesia de Marvão

A corporação de bombeiros de Marvão, distrito de Portalegre, não possui uma viatura adaptada ao combate a incêndios urbanos que possa intervir no interior das muralhas da vila histórica, disse hoje à Lusa fonte dos bombeiros.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“O corpo de bombeiros de Marvão não tem um veículo de características adaptadas à vila. No fundo o que têm é um veículo ligeiro de características florestais que intervém naqueles cenários”, declarou o comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Portalegre, Belo Costa.

De acordo com o responsável, aquela corporação “precisa” de um veículo próprio de intervenção para poder actuar com eficácia nas artérias estreitas e sinuosas de Marvão.

As conclusões apresentadas pelo comandante do CDOS de Portalegre surgem após um simulacro de incêndio urbano, que decorreu no fim-de-semana, no interior da vila de Marvão, com 120 habitantes.

Esta iniciativa, segundo Belo Costa, será também desenvolvida nos restantes 14 concelhos que compõem o distrito de Portalegre.

Belo Costa constatou também durante o simulacro que os bombeiros vão estando “cada vez mais bem equipados” do ponto de vista de protecção individual, mas, sublinhou, que do ponto de vista dos veículos o corpo de bombeiros de Marvão necessita de ter um meio com “características diferentes”.

Ainda assim, ressalva o responsável, vale a “complementaridade” conseguida pelos bombeiros de Portalegre e Castelo de Vide que ajudam a “minimizar” essa lacuna.

Durante o simulacro realizado em Marvão, as artérias sinuosas da vila alentejana apresentaram aos bombeiros outras dificuldades, entre as quais, o impedimento da criação de um circuito de circulação de veículos no interior das muralhas.

“Comprova-se a grande dificuldade que reside no lançamento de socorros para dentro da vila. Não são todos os veículos que conseguem entrar”, sublinhou.

No entanto, Belo Costa mostrou-se satisfeito com a articulação existente durante o simulacro entre os bombeiros, GNR e serviços de Protecção Civil da autarquia local, mas também preocupado com o tipo de casas que proliferam naquela vila.

“As construções que ali imperam são antigas, com recurso a materiais de construção vulneráveis ao fogo, o que poderá ser um verdadeiro barril de pólvora”, alertou.

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