sábado, 23 de agosto de 2008

Mulher roubada em Castelo de Vide -

Foto do Noticias de Castelo de Vide

A vítima foi Luísa Quadrado que, ao querer ajudar uma desconhecida, ficou sem cinco mil euros.
Maria Luísa Quadrado certamente não irá esquecer o dia 15 de Agosto tão depressa. Há muitos anos dedicada à doçaria, em Castelo de Vide, Luísa andava atarefada com a sua participação nas Festas de Santa Maria de Agosto, na vila alentejana, e não pensou duas vezes em ajudar uma mulher que lhe bateu à porta procurando um sítio para morar.


Tal como Luísa relata ao nosso jornal, "esta senhora apareceu em Castelo de Vide à procura de um espaço para alugar, para ficar durante um ano, pois vinha como funcionária da Câmara Municipal. Identificava-se como Amélia, oriunda de Braga, e tinha todo o sotaque dessa região", garante, contando que a mulher se dirigiu a um bar em Castelo de Vide e, "como a senhora que trabalha nesse bar me conhece, indicou-lhe o meu nome. Eu tenho uns anexos à casa onde habito e dar-me-ia imenso jeito alugar, ainda melhor se fosse durante um ano", explica Luísa. Nunca desconfiando de Amélia, a vítima recorda que "ela disse-me que tinha concorrido a uma vaga para monitora de natação na Câmara Municipal e eu acreditei, achei tudo normal".


Luísa deixou-se levar pela pessoa dócil e afável que "D. Amélia"mostrava ser, "embora com toques muito grosseiros mas, como é típico daquela zona, não achei estranho". A vítima conta que "ela tentou conquistar-me ao máximo e apareceu numa fase má porque eu estava a participar na Feira de Gastronomia de Castelo de Vide e estava muito absorvida pelo trabalho", reconhece.


Como na altura Luísa Quadrado tinha o apartamento ocupado, teve uma atitude que mais tarde se viria a revelar propícia para o assalto. "Eu tinha uns amigos a ocupar o apartamento e, como eles iam ficar apenas dois ou três dias, eu convidei-a a ficar na minha casa até o apartamento ficar livre para ela se mudar para lá. Ela dormiu na minha casa nas noites de quarta e quinta-feira", relata.


Amélia conquistou a doceira, ajudando-a com os bolos que tinha que fazer para a Feira. Luísa Quadrado afirma que a ajuda "até se tornou excessiva, tirava-me as coisas da mão para me libertar e dizia que eu estava muito cansada e que ela fazia questão de me ajudar. Eu até me estava a sentir incomodada mas como seria uma situação transitória, até ela ir para o apartamento, eu deixei andar. Na quinta-feira, primeiro dia da Feira de Gastronomia, ela esteve a noite toda ao pé de mim a ajudar-me na venda dos bolos", frisa a vítima.


Já na sexta-feira, Luísa acredita que a larápia a controlou através do telemóvel, "sempre a perguntar-me se havia muito movimento na Feira. Por volta das 20 horas, esteve ao pé de mim e disse-me que ia beber um café. Cerca das 22 horas eu fui a casa e o meu marido disse-me que ela andava a fazer a mudança. Nessa altura deu-me um impulso e fui ao meu quarto e foi quando me apercebi de que não tinha o meu dinheiro", lembra a vítima. Cinco mil euros em notas de 50 euros foi a quantia levada pela assaltante, juntamente com o dinheiro que Luísa Quadrado tinha conseguido na quinta-feira com a venda dos bolos na Feira e ainda um fio de ouro e uma caixa de pérolas. A vítima participou de imediato o roubo à GNR e, depois em conversa com outros habitantes de Castelo de Vide, ficou a saber que a ladra terá ido de táxi até Portalegre, levando consigo duas malas de viagem.


No dia seguinte, ao entrar no quarto onde a assaltante dormiu as duas noites, Luísa deparou-se com "algumas roupas, um terço em prata, dois brincos de ouro e encontrei um bloco de apontamentos onde estava apenas uma direcção de Vila Nova de Ourém".


Uma vez que a assaltante se baseou sempre no facto de ser futura funcionária camarária, Luísa garante que irá reunir esforços, juntamente com a autarquia castelovidense, para entrar em contacto com a Câmara Municipal de Braga.


Recordando que aconteceu tudo muito rapidamente, foram apenas dois dias, Luísa lamenta nunca ter memorizado no seu telemóvel o número de Amélia, através do qual a assaltante ligava à vítima. Ainda assim, uma vez que tem os registos das chamadas no seu telefone pessoal, acredita que não será difícil descobrir qual era o contacto da larápia. "Já estamos a averiguar isso, tenho várias chamadas naqueles dias de números que não estavam gravados no meu telemóvel, mas já liguei para alguns e percebi que eram pessoas que eu conheço, e esses já os fui eliminando da lista de hipóteses. Lembro-me que o dela era da TMN", sublinha a doceira.


"Temos que desmascarar esta pessoa"


Ainda chocada com toda a situação, Luísa Quadrado acredita que nunca terá o seu dinheiro de volta. De qualquer modo, e como forma de evitar que Amélia faça o mesmo a outras pessoas, a vítima deixa um apelo.


"Houve muita gente que passou pela Feira na quinta-feira e tirou fotografias ao meu stand e, como ela esteve toda a noite comigo, certamente aparece nessas imagens", argumenta Luísa, pedindo "a todos quantos fotografaram o meu expositor na quinta-feira, para colaborarem com essas imagens. Temos que desmascarar esta pessoa, não por mim porque sei que não vou reaver o que eu perdi, mas para prevenir as outras pessoas porque, olhando agora para trás e analisando as conversas, acredito que a profissão dela seja mesmo esta", adianta.


Luísa Quadrado define a ladra como sendo de "estatura normal, com cerca de 1,60 metros, bastante entroncada mas mais fina da cintura para baixo. Naquele dia ela vestia calças de ganga e uma blusa preta toda prateada à frente. Tinha cabelo castanho-claro, muito farfalhudo mas não muito comprido, era meio-corte". Luísa sublinha também que Amélia tinha o hábito de "estar sempre a ajeitar o cabelo".


A doceira frisa ainda que Amélia dizia ter uma irmã em Braga que tinha um lar de 3ª idade e que os pais são emigrados em França há 40 anos.


Ana Nunes (Jornal Fonte Nova)

1 Comentários:

Blogger Kruzes Kanhoto disse...

Anda por aí uma malandragem...Só com uma moca!

18:53:00  

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