quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Miguel Cadilhe garantiu PPR de 10 milhões de euros



Negociação.


Reforma está depositada fora do grupo por exigência do actual presidente O ainda presidente do Banco Português de Negócios (BPN) conseguiu garantir junto dos accionistas da instituição um plano poupança reforma (PPR) no valor de pelo menos 10 milhões de euros. Esta condição foi imposta por Miguel Cadilhe, durante as negociações de entrada no banco, de modo a poder ressarcir-se da perda da pensão que então auferia enquanto reformado do Banco Comercial Português (BCP).


Ao que o DN apurou, os accionistas do BPN propuseram, inicialmente que este PPR, no valor de 10 milhões de euros, fosse criado na companhia do grupo, a Real Seguros Vida. Porém, a proposta foi recusada por Cadilhe, que exigiu que a sua reforma estivesse noutra instituição. A escolha acabou por recair na seguradora Zurich.


O DN procurou, sem sucesso, contactar Miguel Cadilhe para confirmar esta informação. Sobre este assunto, o presidente do BPN garantiu na segunda-feira, em conferência de imprensa sobre a nacionalização do banco, que não iria perder a pensão a que tem direito caso abandone o banco. "Não ia sair do BCP para perder a pensão", afirmou então, em referência ao acordo estabelecido com os seus accionistas.


A questão colocou-se porque a proposta de lei que determina a nacionalização do Banco Português de Negócios - ontem discutida pela primeira vez no Parlamento - elimina o direito de os administradores acederem a eventuais indemnizações previstas nos respectivos contratos. Porém, a lei nada diz quanto à reforma negociada por Miguel Cadilhe.


Mal-estar


Hoje é o último dia de Miguel Cadilhe à frente do BPN, soube o DN. O antigo ministro das Finanças do actual Presidente da República, Cavaco Silva, deverá continuar, contudo, a presidir a Sociedade Lusa de Negócios, que detinha até agora o controlo do banco.


O ex-ministro mostrou-se, na segunda-feira, muito desagradado com a decisão do Governo de nacionalizar o banco, argumentando que pode "criar ou agravar os problemas no seio da SLN. Cadilhe terá sido informado desta decisão pouco tempo antes do ministro das Finanças comunicar ao País a nacionalização. O presidente da SLN tinha proposto ao Governo que o Estado avançasse com uma injecção de capital no banco de 600 milhões de euros, o que foi rejeitado por Teixeira dos Santos, alegando o seu "custo inaceitável" para os contribuintes. Antes que Miguel Cadilhe tivesse tempo de apresentar uma proposta alternativa, o Governo avançou com a nacionalização.

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