quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Évora: Tyco-Electronics pára produção




A fábrica de Évora da multinacional norte-americana Tyco Electronics, considerada a maior unidade industrial do Alentejo, vai voltar a suspender a produção a partir de quinta-feira e durante uma semana, informou fonte sindical.

A empresa quer que os “trabalhadores antecipem o gozo de férias, apenas em alguns sectores, entre 5 e 12 de Fevereiro', explicou Rogério Silva, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).

Esta é a segunda suspensão da produção na unidade fabril, que produz componentes electrónicos para a indústria automóvel, depois de duas semanas de paragem em Dezembro do ano passado e de suspender os contratos de trabalho em Janeiro, por um período de seis meses.

Rogério Silva mostrou-se apreensivo e desconfiado perante a medida, alegando que "não é altura de gozar estas férias, apesar de já estarem vencidas". O sindicalista já anunciou que vai fazer queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho, mostando "desacordo" pela forma como o processo foi conduzido.

"Não foram os trabalhadores que provocaram esta crise e não estamos de acordo que sejam eles a pagá-la", disse. Apesar da suspensão, as negociações entre o Sindicato e a Tyco Electronics permitiram "reduzir o número de trabalhadores envolvidos na suspensão de contratos, passando dos 536 para os 346".

Em Outubro, o Governo aprovou um contrato de investimento com a Tyco Electronics, na ordem dos 23 milhões de euros, para a produção de de três novos modelos de relés, a criação de cinco postos de trabalho e manutenção de outros 1.485.
Correio da Manhã
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Unidade alentejana pára a partir de amanhã
Tyco Electronics suspende a produção durante uma semana 04.02.2009
A fábrica de Évora da multinacional norte-americana Tyco Electronics, considerada a maior unidade industrial do Alentejo, vai voltar a suspender a produção a partir de amanhã e durante uma semana, disse hoje fonte sindical.

"A empresa pretende que os trabalhadores antecipem o gozo de férias, entre 5 e 12 de Fevereiro", explicou Rogério Silva, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).

Esta será a segunda suspensão da produção na unidade fabril, que produz componentes electrónicos para a indústria automóvel, depois de duas semanas de paragem em Dezembro do ano passado e de suspender os contratos de trabalho a operários, em Janeiro, por um período de seis meses.

Segundo Rogério Silva, a nova paragem envolve apenas alguns sectores, mas "afecta mais trabalhadores do que em Dezembro do ano passado".

Considerando que se trata de "uma medida que causa muita apreensão e também alguma desconfiança", o sindicalista alegou que "não é altura de gozar estas férias, apesar de já estarem vencidas".

"Não concordamos com esta tentativa de imposição das pessoas gozarem férias, cujo período não é o normal para o fazerem", sublinhou.

Por outro lado, Rogério Silva mostrou "desacordo" pela forma como este processo está a ser gerido.

"Não foram os trabalhadores que provocaram esta crise e não estamos de acordo que sejam eles a pagá-la", disse.

No entanto, as negociações com a Tyco Electronics permitiram, segundo Rogério Silva, "reduzir o número de trabalhadores" envolvidos na suspensão de contratos, passando dos 536 para os 346.
"Foi estabelecida uma relação directa entre a previsão de encomendas para 2009 e o número de trabalhadores inicialmente envolvidos e facilmente se concluiu que era um manifesto exagero", disse.

Contudo, explicou, "há aspectos que estão por cumprir, nomeadamente o programa de formação profissional que foi prometido aos trabalhadores e que até ao momento nada foi feito".

Contactada hoje pela agência Lusa, uma funcionária da administração da empresa alegou que não estava disponível qualquer responsável, adiantando apenas que os motivos desta paragem são idênticos aos de Dezembro do ano passado.

Em Janeiro, a administração da Tyco Electronics anunciou a intenção de suspender contratos de trabalho a operários, por um período de seis meses.

Na altura, um comunicado da empresa, enviado à agência Lusa, não especificava o número de trabalhadores a abranger pela medida, mas o dirigente do SIESI, Rogério Silva, revelou que a intenção da Tyco passava por suspender o contrato a "536" pessoas, ou seja, um terço dos operários.

A empresa, que em Dezembro tinha suspendido a produção durante duas semanas, justificou a "lay-off" como "imperiosa" para assegurar "a viabilidade económica" da unidade fabril, devido à "persistência e agravamento da crise mundial que afecta toda a indústria automóvel" e à redução do volume de negócios, em cerca de 35 por cento.

O Governo aprovou, a 23 de Outubro, em Conselho de Ministros, um contrato de investimento com a Tyco Electronics, na ordem dos 23 milhões de euros, para a produção de três novos modelos de relés, a criação de 5 postos de trabalho e a manutenção de 1.485.

Considerada a maior unidade industrial do Alentejo, a fábrica de Évora da Tyco Electronics está instalada em Évora há mais de 30 anos, empregando actualmente cerca de 1.600 trabalhadores.
In Público

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