quarta-feira, 16 de abril de 2008

Alentejo vai ter Unidade de Radioterapia

O Hospital de Évora anunciou hoje a abertura de um concurso internacional para a construção de uma Unidade de Radioterapia, valência inexistente no Alentejo e há muito reivindicada pela população, que vai custar sete milhões de euros.

Segundo a administração do Hospital do Espírito Santo, a Unidade de Radioterapia, que deverá começar a funcionar «até ao final de 2009», vai evitar que os doentes oncológicos residentes no Alentejo tenham que se deslocar a Lisboa.

«É um projecto reivindicado há muito pela população alentejana, que se vê forçada a deslocações diárias a Lisboa, num estado de extrema fragilidade física e psicológica, para obtenção de tratamento nas diversas doenças oncológicas», sublinha a unidade hospitalar.

Além da «penosidade da situação», acrescenta a mesma entidade, a inexistência de uma unidade deste tipo na região implica ainda «elevados custos sociais e económicos».

«O Estado suporta, actualmente, um custo de transporte com doentes superior ao custo do seu tratamento, facto completamente irracional e insustentável», argumenta o hospital.

A decisão de lançar um concurso público internacional para a construção de uma Unidade de Radioterapia no Hospital do Espírito Santo resulta da recente autorização dos ministérios da Saúde e das Finanças, após «diversos anúncios nunca concretizados por falta de enquadramento financeiro».

O despacho dos dois ministérios foi publicado terça-feira em Diário da República (DR), destacando que a criação desta valência no Alentejo acarreta «benefícios óbvios para os utentes» e, ao mesmo tempo, «vantagens económicas significativas para o Serviço Nacional de Saúde».
O Hospital do Espírito Santo recorda que o programa funcional da unidade, a instalar no edifício do Patrocínio, foi aprovado a 24 de Janeiro de 2005, mas só com a «aquisição do estatuto de empresa pública foi possível viabilizar» o projecto.

O investimento total previsto ronda os sete milhões de euros, em equipamentos (dois aceleradores lineares, TAC de simulação, sistema de planeamento computorizado, entre outros) e na adaptação do espaço físico para acolher a Unidade de Radioterapia.

Por ano, devem ser tratados 900 a 1400 doentes de toda a região Alentejo, pretendendo a unidade promover a «multidisciplinaridade entre as várias especialidades, articulada com os principais centros de referência nacionais e estrangeiros».

A nova valência ficará integrada no Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo, funcionando com o apoio e o envolvimento dos outros hospitais da região, sobretudo o Centro Hospitalar do Baixo Alentejo (Beja e Serpa) e a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (Portalegre e Elvas).

Diário Digital / Lusa

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